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Esta matéria jornalística detalha a recente movimentação no Diário Oficial da Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP), envolvendo a família da prefeita de Bauru, Suéllen Rosim, e as denúncias de irregularidades em cargos de assessoria parlamentar. A denúncia é feira pela vereadora Estela Almagro. O Portal GPN Bauru abre espaço para a parte contrária, norma e conduta de sua ética jornalística.




Tainara Rosim ocupava cargo com salário de R$ 21 mil no gabinete do Deputado Paulo Corrêa; mandato da vereadora Estela Almagro aponta “assessoria questionável” e falta de procedimento formal em viagem aos EUA.
SÃO PAULO / BAURU – O Diário Oficial da Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP) publicou, nesta sexta-feira (30/01), a demissão de Tainara Rosim Braga do cargo de assessora parlamentar no gabinete do deputado estadual Paulo Corrêa (PP). A saída de Tainara ocorre em um momento de forte desgaste para a família Rosim, após denúncias de que a assessora teria se ausentado de suas funções para acompanhar a irmã, a prefeita de Bauru Suéllen Rosim, em uma viagem aos Estados Unidos.
O Estopim: Viagem à “Terra de Trump”
A denúncia, trazida a público pelo mandato da vereadora Estela Almagro (PT), aponta que Tainara teria deixado as atividades na ALESP sem cumprir os procedimentos formais de licença para viajar ao exterior. Na ocasião, as irmãs Rosim foram vistas em apresentações musicais em solo americano.
Para a vereadora Estela Almagro, a exoneração é um reflexo direto da pressão e da fiscalização exercida sobre o cargo:
“Tainara deixou a ALESP para ir com a sua irmã cantar na terra de Donald Trump. A demissão é uma medida que certamente é reflexo da nossa postagem e denúncia”, afirmou a parlamentar em suas redes sociais.
Salário de R$ 21 Mil e o Histórico da Família
Tainara Rosim recebia uma remuneração bruta que alcançava os R$ 21 mil, valor considerado elevado para os padrões de assessoria de gabinete. Além do salário, o caso ganha contornos políticos devido à aliança de longa data entre o deputado Paulo Corrêa e o “Clã Rosim”.
Anteriormente, o esposo de Tainara, Walmir Braga, também havia sido contratado pelo mesmo parlamentar e enfrentou destino semelhante após denúncias relacionadas ao seu envolvimento em casos de contratação de hackers, o que já havia estremecido a relação do gabinete com a opinião pública de Bauru.
Bastidores vs. Versão Oficial
Embora a justificativa oficial que deverá ser apresentada à imprensa e à população seja a de que Tainara solicitou a própria exoneração, os bastidores políticos indicam que a manutenção da assessora tornou-se insustentável para o gabinete de Paulo Corrêa diante da repercussão das faltas e da viagem internacional.
Repercussão em Bauru
A saída de Tainara da ALESP alimenta o debate político em Bauru, onde a prefeita Suéllen Rosim acaba de ser reempossada após um período de licença. A oposição na Câmara Municipal deve utilizar o episódio para questionar a ética e a transparência nas relações políticas da família com deputados estaduais que destinam emendas e recursos para o município.
Radiografia da Exoneração
| Item | Detalhes |
| Nome | Tainara Rosim Braga |
| Órgão | Assembleia Legislativa de SP (ALESP) |
| Gabinete | Deputado Paulo Corrêa |
| Remuneração | R$ 21.000,00 |
| Principal Denúncia | Viagem ao exterior sem procedimento formal de licença. |
| Contexto Político | Segunda baixa na família Rosim no mesmo gabinete (após Walmir Braga). |
Análise Final: A queda de Tainara Rosim representa uma vitória política para a oposição em Bauru e coloca em xeque a rede de proteção e cargos ocupados por familiares da prefeita em outras esferas de poder. A transparência no uso de recursos públicos para o pagamento de assessores que não cumprem jornada presencial deve seguir no centro das atenções da ALESP em 2026.


